Fragmentos do Acordeongirafa
by Leo Barth

I-

entre árvores plantas
passadas pesadas
olhos dilatados rosnam imensos
entre árvores pedras rios
estupefato silêncio
sem capa sem capa
demência
surtofragmentaçãomarrom
marroncorujante
—¿ser bom/^ser feliz?
Minha longa barba suja
barb’fartando
Destruição
minhas garras afiadas dilacerando
tudo

menos solidão uma

II-

Uma versta
Numa mesa de b um escritório:
relembro o gosto do seu cheiro: suor
f. frescor ardente
amássemos fúrias distorções
com letras fortes embebidas em sal
grosso—
caixões de pedras fortes

Imagem forte….. delírios
cataclismo e estupor
Refração
Luz silenciosa
Tuas jovens rugas por mim amadas
longe agora do apartamentorefugo
Solidãodões em X. Maior

surtos pelos gemidos
423 infernos evoluindo
como animais em plásticos e fumaças
Maleparidas margaridas

As portas tilintam absurdas dilatando
Frouxas degustações
°¿E o que falo quando grito o amor?
arremesso fundo e forma
— ausências dissonantes em único fulcro
de grandes moscas verdesmelhas varejeiras
assemia
um selo de Rubi evaporando

III-

Estava a beber o sol e as noites e as tardes, sempre repetidamente. Como relva aquosa e sólida, tal qual pântano — o lodo. Com barba de 50 centímetros mensurada em fita decrescente e saliente. ¡Asas quebradas, ah, asas quebradas e ou cortadas! Sobre o muro cantava canções desconhecidas decantando paredes e fossos de insalubridades.

De longe, ela veio visitar a antiga casa, a casa da esquina, dos jogos de mercados, de derraleza inquebrável, impenetrável. De como não quis receber-me no sofá, cadeiras e cama…..

—“¿falar o q?” Tudo estava morto, pensara. Eu estava morto há pelo menos 1 ano e alguns meses, muitos dias. Era o morto das místicas dunas escondidas.

Destarte, não conseguia respirar entre nuvens. Nuvens e ares fora da prisão.

Certa estava. Certo falava e falhara a missão incomum.

Ela ao rio, com suas mãos ao rosto sorrindo compulsivamente. São Francisco bebendo sua pele, gosto e suor. Era tolo por não saber deixar a hora fulcral do luto. Estar calado, não meu trunfo das madrugadas.

Morte, tira já teu aguilhão do meu peito!

Amassado em Donzela de Ferro da saudade.

Furioso acordeon sem notas. Acordeongirafa. Selvagem prêmiocitadino. Vítima ambição. Chamas do meu inferno. Cantara à lápis 2 foices gigantes — sabresdesespero. A construção da alma para um cadáver, fascínio em correntes abrasivas.

A faísca de Lúcifer em jaula 3×4. Fogo azul da morte decrescente. Um rio…..caindo à porta minha para todo o sempre.

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